Fui conhecer Buenos Aires no final de 2012. Tive a sorte de
pegar cinco dias consecutivos de sol, mas não de calor, pois ainda era
primavera. Mas considero maior sorte ter marcado a data de meu retorno um dia
antes de uma greve geral – meses antes do anúncio da paralisação. E na
Argentina para tudo mesmo, inclusive os aeroportos.
Falando em voar, para quem sai aqui do Rio Grande do Sul,
mais precisamente do Salgado Filho, o voo dura cerca de uma hora. É importante
ter o cuidado de não reservar a passagem com empresas que primeiro vão até São
Paulo para só então retornar a Buenos Aires. Portanto, os gaúchos devem evitar
a TAM.
Para quem está pensando em fazer desta viagem também um
momento de compras no free shop, lembre-se de fazer compras ainda em Porto
Alegre (após entrar na sala de embarque, onde se tem acesso ao free shop).
Estas compras não incidirão na sua cota; pode confirmar com o pessoal da loja.
Claro que não custa nada desembalar tudo ao chegar em Buenos Aires e
acondicionar na mala. Aliás, o que aconteceu em matéria de compras por ocasião
da minha viagem eu não sei se é prática vigente, mas compartilho com vocês.
Pude fazer compras antes do embarque, depois no free shop de Ezeiza, já na
Argentina, e outra vez no free shop de Porto Alegre. Óbvio que a cota permitida
“explodiu” (credo) em cada uma das investidas, mas alerto que um banner
anunciava na chegada dos passageiros aqui em Porto Alegre: “Se você fez suas
compras em Buenos Aires, pode fazer também aqui em Porto Alegre.” Fui perguntar
sobre a questão da cota e me informaram que não haveria problema. Não houve,
mas eu aconselharia a você informar-se, ok?
Importante informação sobre os aeroportos. Verifique se a
chegada do seu voo será em Ezeiza ou no Aeroparque. Qual a diferença? Cito duas
básicas: para compras, o Ezeiza é imbatível, mesmo! Se você jura que não vai
comprar coisa alguma no aeroporto, então o Aeroparque é uma ótima pedida, pois
certamente ficará mais próximo do seu hotel, não importando em que bairro ele
se localize.
Quanto aos hotéis...
Fiquei no UNO Suites. As acomodações são excelentes, ainda
que não se trate de um hotel de luxo. Escolhi-o pela localização (junto ao
Congresso Nacional), pelas recomendações no Trip Advisor, em função da diária
compatível com meu orçamento para a viagem, etc. Os quartos são grandes, o
hotel é bem silencioso, tem tv por assinatura, um chuveiro magnífico, bom
café da manhã e, muito importante, fica a poucos passos de uma estação de
metrô. E se você viajar sem notebook, tablet ou smartphone, o computador no
restaurante pode ser utilizado para contar a todos o dia a dia de seu passeio.
Dica: chegue cedo ao café da manhã, pois o hotel tem mais hóspedes do que o
restaurante comporta. A chegada tarde o fará esperar por uma mesa (único ponto
negativo do hotel).
Sobre restaurantes...
A cidade oferece de tudo e para todos. Na primeira noite eu
optei por um lugar próximo ao hotel, que infelizmente não guardei o nome. Uma
pena, pois gostaria de dizer para todos correrem para o lado oposto, dado que
os preços são caros (demais) e o que é servido qualquer um faz por menos
habilidade que tenha na cozinha.
Contrariando tudo o que li, o lugar no qual comi por menos (e
melhor) foi o bairro de Puerto Madero. Excelente escolha para ir à noite ou
durante o dia, Puerto Madero revelou-se um paraíso para fotos, alimentação e
caminhadas. Percebi que os garçons esperam que a gente considere agraciá-los com
cerca de 10%, pelo qual agradecerão.
Em uma dessas caminhadas, não deixe de saborear um sorvete
Freddo (eu achava o Haagen Dazs o melhor até conhecer o Freddo), ali mesmo no
Puerto Madero. Se for inverno, prove igual.
Sobre a moeda...
Optei por comprar Pesos aqui mesmo no Brasil. Cada site diz
uma coisa e todos afirmam ter razão. Se sua opção for comprar Pesos na
Argentina, procure os bancos locais, jamais optando por comprar de gente que
oferece nas ruas. Depois percebi que comprar em um banco oficial argentino
garantirá que você irá pagar cerca de 20% menos pela moeda do que comprando
aqui, em função das taxas aqui cobradas. Pode-se trocar Reais no Banco de La
Nación; tem agência na área de desembarque do Aeroporto Ezeiza. Muitos lugares
aceitam o REAL para pagamentos, mas o troco será em Pesos.
Relação brasileiros X argentinos...
Em todos os lugares nos quais estive, sem exceção, fui muito
bem recebido e tratado com cordialidade. Como o REAL é uma moeda desejada na
Argentina, os lojistas portenhos tratam os brasileiros de forma que eles gastem
em suas lojas. Há ainda aqueles que expressam abertamente sua simpatia,
afixando bandeiras brasileiras na entrada da loja ou procurando falar algumas
palavras em português, como um “obrigado”, por exemplo.
Diferenças culturais...
O beijo no rosto entre homens será, talvez, a primeira manifestação
de uma outra cultura diante de você. Os argentinos parecem briguentos, pois
gesticulam muito e falam um volume acima dos brasileiros. Vi algumas cenas no
trânsito, de motoristas discutindo, dizendo “maravilhas” com a metade do corpo
pra fora do carro aos gritos, fazendo com que a gente pense que eles vão se
matar.
Os hermanos são defensores ferrenhos do seu País (um exemplo a seguir) e, portanto, nada de fazer comentários deselegantes sobre qualquer assunto referente ao governo, estabilidade (ou instabilidade) econômica, entre outros. Aliás, isso é uma regra que vale para todo o turista em qualquer lugar do mundo.
Os hermanos são defensores ferrenhos do seu País (um exemplo a seguir) e, portanto, nada de fazer comentários deselegantes sobre qualquer assunto referente ao governo, estabilidade (ou instabilidade) econômica, entre outros. Aliás, isso é uma regra que vale para todo o turista em qualquer lugar do mundo.
Andar de metrô, taxi, a pé...
Fiz a maior parte dos passeios de metrô e caminhando muito.
Taxi só utilizei aqueles chamados pelo próprio hotel, pois alguns motoristas
costumam dar um golpe que consiste em pegar sua nota de Peso (uma de valor alto)
e devolvê-la dizendo que não tem troco; onde está o golpe? Te devolvem uma nota
falsa. Para não correr tal risco, optei pelo metrô. Basta comprar quantos
bilhetes desejar antes das catracas (roletas) e seguir viagem.
Nem todos os bairros são atendidos pelas linhas. A Recoleta,
por exemplo, está totalmente descoberta deste serviço. A solução é estar atento
às linhas e escolher aquela cujas estações passam mais próximas, descer e
caminhar, caminhar, caminhar. Aliás, esta é uma das melhores formas de conhecer
uma cidade.
Lugares imperdíveis...
Cada um tem sua própria lista de indicações a partir do seu
gosto pessoal. Jamais vou poder sugerir aonde ir para dançar em qualquer viagem
que eu faça, pois este não é meu forte. Em suma, minhas indicações são parques,
museus, restaurantes, entre outras.
A Avenida 9 de Julio (sem LH mesmo), recebeu este nome em homenagem à Declaração da Independência da Argentina em 9 de Julho de 1816. Considerada a avenida mais larga do mundo.
O Congreso (com um S apenas) Nacional
O Congreso visto da praça em frente.
A Catedral de Buenos Aires é linda. Mas não faça como eu: procurando a Catedral, passei pela frente uma duas vezes sem encontrá-la. Na verdade, eu já a havia encontrado, mas não conseguia identificá-la. Quem pensaria que este prédio, a lembrar um forum ou algo assim, seria a entrada de um templo religioso?
Plaza de Mayo com a Casa Rosada ao fundo.
O Obelisco, bem no centro da Avenida 9 de Julio. Foi erguido na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de julho, em comemoração ao quarto centenário da fundação de Buenos Aires.
Jardim Botânico - No bairro de Palermo, junto ao Jardim Zoológico
Conheça virtualmente o Jardín Botánico antes da sua viagem clicando aqui.
Para chegar - Linha de metro D: Estação Plaza Italia.
Mais um detalhe do Jardim Botânico: Jardim Oriental
O planetário Galileo Galilei - situado nos Bosques de Palermo - tem um excelente site para que você possa organizar sua visita.
Rosedal: o nome não deixa dúvidas - estamos adentrando em uma área verde na qual florecem 12.000 exemplares de rosas. Fica próximo (do lado esquerdo) ao Planetário e é um passeio imperdível.
Clique aqui para visitar o site do Rosedal.
Jardim Japonês: um lugar tranquilo, lindo, ideal para caminhar sem pressa, para contemplação,...
Site do Jardín Japonés
Para chegar - Linha de metro D: Estação Scalabrini Ortiz (caminhe 8 quarteirões)
Em frente ao restaurante do Jardim tem vários bonsais.
Meu guia eletrônico: mapa, GPS, localização das estações de metrô, sugestões de atrações próximas, etc.
Sugestão: almoçe no restaurante do Jardim. Lugar magnífico, servem de maneira impecável.
Jardim Zoológico: esqueça os zoológicos que cheiram mal, nos quais os animais estão visivelmente deprimidos, tratados com descaso, sem o respeito merecido. Não sou adepto de zoológicos, por todas as questões de retirada dos animais de seu habitat natural, entre outras. Mas este Zoo me surpreendeu em vários aspectos. Faça também uma visita ao belo site clicando aqui.
Interior da Catedral de Buenos Aires
Puerto Madero: um bairro nobre, centro financeiro e gastronômico da cidade.
Amplas calçadas para caminhar, sem um único pedacinho de papel fora das lixeiras.
Ponte da Mulher - quem vê um show de tango irá perceber porque recebeu este nome, posto que lembra o corpo feminino curvado para trás durante a dança.
Sorvete Freddo: não deixe, em hipótese alguma, de provar.
Puerto Madero à noite: fica ainda mais bonito.
Galerias Pacífico: imensa, linda, CARA, elegante. Não deixe de conhecer.
Fica na Florida e Córdoba.
O site deste belo shopping dá uma ideia do que te espera; clique aqui.
Como fui próximo ao Natal, esta árvore com leds azuis encantava a todos.
Obs.: sim, sou eu em frente à árvore!
Livraria El Ateneo: considerada a segunda mais linda do mundo pelo jornal The Guardian (a primeira está na Holanda). El Ateneo fica na Avenida Santa Fé, 1860. Tem uma outra próxima ao Congreso, mas não se trata desta da foto.
A Livraria foi um teatro, por isso o palco, no qual hoje funciona um café.
Cemitério Recoleta
Não deixe de visitar o Cemitério. O que mais surpreende além de tal dica é que no Cemitério existem visitas guiadas, a fim de que o turista não deixe de conhecer a história do local.
Linhas de ônibus: , 17, 61, 62, 67, 92, 93, 10, 37, 38, 41, 59, 60, 95, 101, 102, 108, 118, 124, 130.
Caminhando: da Praça San Martín e Rua Florida, enfrente 10 quarteirões pela Avenida del Libertador.
Caminhando: da Praça San Martín e Rua Florida, enfrente 10 quarteirões pela Avenida del Libertador.
Se você estiver na Livraria citada acima, então estará bem próximo.
Avenida Presidente Figueroa Alcorta
Bairro Recoleta: a esquerda da imagem fica o Museu Nacional de Belas Artes Artes e à direita a Faculdade de Direito. Trata-se do bairro mais elegante da cidade, segundo os argentinos.
Os jacarandás estão por toda a cidade, mas aqui na Recoleta são onipresentes.
Floraris Genérica: flor de metal, a qual se fecha ao anoitecer.
Almoço no restaurante junto ao Museu de Belas Artes: bom preço, refeições bem servidas, atendimento excelente, com mesas ao ar livre e no interior do restaurante.
Frente do Museu Nacional de Belas Artes
Em frente ao Museu tem uma praça. Do outro lado da praça fica o Hard Rock Cafe.
Feira ao ar livre na Recoleta.
Banco de La Nacion ao lado da Casa Rosada, todo em azul com a chegada da noite.
A Casa Rosada, assim que anoitece, evidencia ainda mais a sua cor característica.
Entrada da estação de metrô Plaza de Mayo.
Em Buenos Aires chama-se Subte, então não adianta perguntar pelo "metrô".
Não espere vagões novos. Andar de metrô é ser transportado para décadas atrás, mas com a malandragem de hoje. Portanto, bastante cuidado com os pertences.
O metrô vazio?
Era domingo à noite. Experimente pegar este mesmo trem na manhã de qualquer dia de trabalho.
Ou melhor, só passe por isso se necessário.
Estação de metrô.
Mesquita de Palermo: maior templo muçulmano na Argentina.
Casas coloridas em La Boca.
Torre Monumental
Café com doce de leite no Starbucks: uma delícia
Quem já esteve em uma Starbucks sabe que eles sempre escrevem nosso nome nos copos de café. Tornei-me Pablo em Buenos Aires, ainda que eu dissesse Paulo (risos).
Interior da Starbucks próxima do Congreso.
Entardecer visto do topo do Hotel Uno.
Visitei outros lugares na cidade, mas estes são os que eu destacaria em meu roteiro pessoal.
Além dos sites que destaquei nesta postagem, considere procurar outros para dicas via Google.
Boa viagem!












































































Amigo, muito legal seu blog e seu post sobre Buenos Aires! Vários dos lugares que você mencionou tive a oportunidade de conhecer e, em razão disso, posso afirmar que seus registros fotográficos ficaram ótimos! E as dicas também são muito boas. Adorei.
ResponderExcluirCaro Du, muito obrigado pelas palavras de apreço ao blog. Ele está bem simples e sigo adicionando conteúdo sempre que o tempo me permite.
ExcluirBuenos Aires é uma excelente escolha de viagem, não é mesmo? Valeu pelo comentário sobre as fotos.
Um abraço. Volte sempre.
Amiiigoooo! Encantador.. Tua descrição e os lugares.. Aiiii.. Estou tão ansiosa... Estou fazendo uma programação de tudo, desde já... Mas, claro, que faremos um Happy Hour para mostrar-te tudo e ver se meu amigo viajado aprova! kkkk.. O que preciso, urgente, é comprar uma câmera nova.. Affffff... Mas, sobre isso também te pedirei dicas! kkkkk Amuuuu muito tudo isso! Bjkinhas!
ResponderExcluirAh!!!! Me esqueci de comentar... Beijos entre homens, no rosto, é muito comum no Uruguay também.. Minha terrinha (Já te falei que nasci lá? ).. E, antes de irmos rumo a Buenos Aires, vamos parar em Montevideo! Ueba! Conheces Montevideo e Punta de Leste? Se não, tens que ir! Lindas paisagens para fotos, meu amigo poeta das imagens! kkkkk Besos!
ResponderExcluirQuerida Adri. Obrigado pelas palavras carinhosas. Sempre uma querida!!! Eu tenho que conhecer o Uruguay. Tu sabes que estava tudo certo no ano passado mas que precisei cancelar para pagar o tratamento de um cachorrinho que iam sacrificar. Até hoje o vejo todos os dias. E o Uruguay continua lá, me esperando. Quando eu decidir ir te pedirei dicas, com certeza. Câmera fotográfica? Vamos conversar a respeito sim. Bjos
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