segunda-feira, 4 de março de 2013

França - Giverny



Giverny? Sim, este é o nome da cidade que abriga os belos jardins do pintor Claude Monet. Desde que me conheço por admirador das artes - mesmo sem conhecimento algum - sou fã de Monet e dos impressionistas em geral. Portanto, como poderia eu ir até a França no verão e não dirigir-me a Giverny? 

Para quem está pensando em ir, deixo a dica. Um maneira de lá chegar é... Partindo de Paris, da estação de metrô St Lazare, pega-se o RER até Vernon e de lá há saídas de ônibus até Giverny. Confuso? Pois é, eu também fiquei. Então vai a segunda dica: procure em Paris (próximo do Louvre tem) uma agência da Cityrama. A empresa dispõe de ônibus e vans para diversos passeios pela França. Este de Giverny eu combinei com Versalhes, sendo que entre os dois pontos turísticos fabulosos a gente tem uma parada de almoço na cidadezinha de Forges, sem pagar um Euro a mais. Na agência, pergunte quais os dias em que guias que falam português e/ou espanhol estão disponíveis, caso você não domine a Língua Inglesa. Em Versalhes, deixo bem claro, é muito mais proveitoso se você entender o que o guia está falando, ou o tour pelos aposentos do Palácio deixará a impressão de que faltou algo. E faltará: a compreensão do que se vê.

Mas o assunto é Giverny... eu divaguei.

Giverny é uma cidadezinha tão pequena que sua população não chega a 600 habitantes. Tudo gira em torno dos jardins de Monet. Na viagem até Giverny escolha o lado direito do ônibus e você não irá se arrepender: o caminho é cinematográfico. Se você sentar do lado esquerdo, vai ficar o tempo todo levantando para ver o que faz os passageiros ao lado dizer "ooooohhhh" a todo instante.

Ao chegar em Giverny, preste muita atenção ao horário de retorno e ao local em que ficou seu ônibus, pois os jardins ficam a uns 5 minutos de caminhada do estacionamento, cortando por estradinhas tortuosas e que podem muito bem fazer com que você se perca no retorno.

O valor do passeio já cobre o ingresso nos jardins e na casa de Monet. Atenção: nada de fotografar o interior da casa nem tocar nos objetos, ok?


 
A chegada em Giverny


O acesso dos grupos

A casa de Monet

Um dos caminhos de entrada

Chegando nos córregos

Tudo é grandioso

Às vezes escuro, lúgubre, antes de dar lugar às cores vivas.

Quantos quadros ele pintou aqui!!!

O silêncio no local, mesmo com tantos visitantes, impressiona.

E são tantas cores!
























Depois da visita aos jardins, hora de seguir viagem a Forges para o almoço.


Forges

Chegada em Forges

Cruza-se a ponte para ter acesso ao restaurante.

Que lugar bucólico, tranquilo mesmo.

Ao lado do restaurante corre este rio de águas cristalinas.




Sobre o almoço...
Lembre-se que você estará na França. Será servido um prato como entrada, bastante farto. Confesso que não tinha a menor ideia do que estava sendo servido. Não entendo da culinária francesa, portanto só posso dizer que era saboroso. Em seguida servirão o prato principal e, depois uma sobremesa, tudo acompanhado de vinho e água mineral. Refrigerante ou suco? Sacrilégio. Não ousei pedir.

Um mico que confesso aqui no blog: perdi o prato principal. Motivo: sou louco por fotografia. Serviram um prato (a tal entrada, e como em minha casa a grossura é tanta que "entrada" é sinõnimo de porta, comemos tudo em um único prato. Assim, achei que aquilo era tudo e ponto final. Que horror!). Como o tal primeiro parto era farto e eu tinha aquele estereótipo de que comida francesa é "só um pouquinho", achei que a refeição havia acabado. Aí, olhei pela janela adornada de flores e percebi: estava em um lugar tão bonito e era meu último dia na França (o dia seguinte nem conta, pois só aproveitei Paris pela manhã e retornei ao Brasil). Resultado: não controlei a ansiedade e saí para fotografar. Quando estava na enésima foto lembrei que havia lido no guia da Folha sobre a refeição na França ser composta de três momentos, SEMPRE. Ou seja: saí quase correndo, igual a Julia Roberts naquela cena do Casamento do Meu Melhor Amigo (quem assistiu sabe como foi). Disfarcei, entrei e... saboreei a sobremesa. Fica a lição para a próxima (risos).








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