Escrever sobre o Rio de Janeiro não é uma tarefa fácil, pois
em função da televisão – que nos inunda todos os dias com imagens da cidade – e
dos amigos que já estiveram vezes e vezes em suas praias, resulta que cada um
acaba formando sua ideia da cidade maravilhosa.
Assim, o que aqui descrevo é minha impressão pessoal, minha
experiência de duas visitas ao Rio que, somadas, dão duas semanas – muito pouco
para uma cidade tão bela e rica em opções para todo o tipo de turista.
Vamos começar este relato pela chegada. Pode-se chegar ao
Rio por dois aeroportos: Santos Dumont e Galeão (Tom Jobim). Qual a diferença?
A opção pelo Santos Dumont será menos dispendiosa no quesito traslado, pois o
aeroporto encontra-se bem mais próximo das praias de Copacabana e Ipanema, além
do centro, do que o aeroporto internacional, do “outro lado” da cidade. Quando
no momento da reserva de sua passagem, lembre-se desta questão, ok?
Ao chegar, podemos acessar a cidade basicamente por três
modos: taxis, vans e ônibus. A primeira é, obviamente, a mais prática e segura,
mas a mais cara. Contudo, não abro mão da segurança. Após pegar as bagagens,
vemos um quiosque que oferece a reserva de taxi antes mesmo de passarmos pelo
portão que dá acesso ao saguão. Neste quiosque, pode-se pagar o taxi
antecipadamente (inclusive com cartões de débito ou crédito) e, ao chegar à
porta do aeroporto, ter o taxi já aguardando. Óbvio que não funciona por
mágica: um senhor vai perguntar sobre o que aguarda e você vai mostrar o
recibo. É sempre prudente perguntar ainda no quiosque de reserva o nome da
empresa ou algo que o auxilie a identificar o taxi reservado. No retorno do
hotel para o aeroporto, é bem seguro e muito mais em conta reservar uma van.
Ela passa no hotel na hora combinada, pega alguns outros passageiros em outros hotéis
e chega ao aeroporto em tempo. Mas sempre peça para o recepcionista do hotel
chamar a van; nunca, jamais opte por pegar este tipo de transporte por sua
conta e, principalmente, risco.
Ainda sobre a recepção do hotel e os transportes: o pessoal da recepção pode reservar toda a sorte de meios de locomoção, de passeios de jipe até voos de
helicóptero. Reserve tudo com o hotel, depois pegue o cartão do motorista
com seu telefone, combine onde ele pode pegar você em passeios,... Ou seja,
evite qualquer chance de algo sair errado e torne seus dias no Rio muito mais
seguros.
Ok, a questão da criminalidade no Rio... Nunca tive problemas, mas
percebi que alguns lugares são, óbvio, mais suscetíveis a problemas de
segurança. Dois exemplos: sempre fiquei hospedado na Avenida Atlântica, em
plena Copacabana, e jamais vi um assalto e nunca senti-me ameaçado pela
presença de qualquer pessoa. Contudo, em frente ao Jardim Botânico percebi que
seria roubado por um grupo de cinco mulheres se não ficasse “esperto.” Isso
significa: bolsa para a frente, sem ostentar relógios e celulares caros. E,
claro, no caso dos homens, jamais andar com a carteira ou o celular nos bolsos.
Bolsas masculinas resolvem (em parte) a questão e ainda dão um novo visual. Mas sem pânico: senti-me mais seguro em Copacabana e em
Ipanema do que no centro de Porto Alegre ou Gravataí – sério, não estou
brincando (infelizmente para nós, gaúchos).
Os passeios que fiz foram típicos de turista. Afinal, sou turista! Sendo assim, ao longos dos dias visitei o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Lagoa, a Lapa, a Catedral, Ipanema, Leblon,... e outros lugares igualmente lindos.
Como chegar a tantos lugares diferentes? Antes de sair do
hotel eu consultava o Google Maps e verificava o “que” eu queria conhecer e “onde”
cada lugar se encontrava. Sou do tipo que gosta de mapas também "no bolso", seja
no GPS ou impresso mesmo. Isso também facilita na hora de deslocarmo-nos de um
lugar para outro, além de descobrirmos que muito pode ser alcançado com uma boa
caminhada. Aliás, para as mulheres eu garanto: salto pelas ruas do Rio só se
for para destruí-los. Tenha amor por seus sapatos e evite as muitas calçadas em
estado de calamidade da cidade. Use saltos fininhos com moderação (risos).
Mas eu divaguei... Como chegar a tantos lugares? Quando fui
visitar o Corcovado, percebi que um ônibus passava na avenida ao lado da
Atlântica (Avenida Princesa Isabel) e levava direto ao Cristo (entenda-se, até a estação do trenzinho que
sobre o morro). O retorno também foi de ônibus, mas percebi que não é uma boa
ideia, pois tem muito “malandro” perto do ponto a fim de surrupiar o
que for possível. Nos passeios seguintes resolvi tudo com bastante praticidade:
pedi que o hotel fizesse reservas em uma van que me levasse aos pontos
turísticos que eu queria conhecer. Todos aqueles que não foram contemplados com
a van, combinei um valor especial com um motorista igualmente indicado pelo
hotel. Nota dez e sem me expor a riscos desnecessários.
Vejamos algumas fotos dos passeios (não coloquei todas aqui - são muitas) e sigo comentando e colocando dicas ao longo da postagem.
Copacabana, aqui vista do topo do Hotel Golden Tulip Regente
Amanhecer em Copacabana. É imperdível.
Dica: o entardecer em Ipanema é belíssimo.
Ipanema
A Lagoa vista do Corcovado. No topo da foto, as praias de Ipanema e Leblon.
Dica: o Leblon é apenas a "continuação" de Ipanema (nesta foto, o Leblon aparece à direita)
Calçadas em Ipanema
Caminhar ou pedalar ao redor da Lagoa é uma atividade muito prazerosa.
Ipanema vista do Arpoador.
Lei Municipal contra a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.
Afixada ao longo da praia a fim de lembrar a todos que cada um merece e DEVE ser respeitado.
Piscina no topo do Golden Tulip.
Indiferente do hotel, hospedar-se em Copacabana, diretamente na Atlântica,
oferece vistas maravilhosas.
Restaurante japonês em Copacabana - New Tokyo Sushi Bar
Muito bem servido e com um valor em conta.
Vista do alto do Corcovado. O Pão de Açúcar aparece ao longe.
O Forte de Copacabana à noite. Aqui rola muita festa nesta hora, mas tudo muito privê e/ou esnobe. Não faz, de modo algum, meu estilo.
Concorrido para fotos.
Foto tirada do alto do Corcovado.
Esta é uma das vistas mais lindas do Planeta, com certeza.
Interior da Catedral.
Edifícios em frente à Catedral.
Esta imensa cruz está suspensa sobre o altar.
Corcovado envolto em nuvens.
Dica: suba apenas quando o tempo estiver limpo ou não verás a paisagem.
A Catedral vista de fora.
A frente do Maracanã. Passeio só para fãs de futebol, pois sequer se pode entrar e não tem muito para ver aqui fora. Mas para quem gosta, tirar fotos aqui parece ser obrigatório.
O aeroporto Santos Dumont visto do Pão de Açúcar.
Do Pão de Açúcar temos vistas magníficas.
Eis o Pão de Açúcar. Não perca a oportunidade de chegar a seu topo de bondinho.
É muito bonito, seguro e a certeza de belas fotografias para seu álbum de recordações.
Bondinho
Corredores do Hotel Golden Tulip
E mais uma foto do amanhecer em Copacabana.
Outras dicas que deixo aqui para quem vai conhecer o Rio...
Cafeterias:
Confeitaria Colombo, no centro da cidade. Magnífica.
Café do Forte. É uma versão da Colombo, só que na orla de Copacabana.
Armazém do Café. Em Ipanema, com um toque de sofisticação.
Happy Hour:
Mureta da Urca - Tudo acontece na rua, com um por de sol lindo, muita gente bonita, bebidas rolando, etc etc etc. Fica todo mundo em pé, junto da mureta, conversando, bebendo,... Não é exatamente o que eu gosto (sou mais de tranquilidade), mas recomendo para quem quer um pouco de agito e, quem sabe, "azaração."
Restaurantes:
Le Blue Noir
Trata-se de uma creperia tipicamente bretã. Chegue bem cedo ou faça reservas para não mofar na fila.
Rua Xavier da Silveira, 19 - Loja A, Copacabana - (21) 2267-6969
Victoria - Lagoa
É um centro gastronômico que congrega três tipos de culinária: uma pizzaria (Favoritta), um restaurante japonês (Waikai) e a contemporânea do próprio Victoria. O complexo está localizado num lugar privilegiado, dentro da sede social do Jockey Club do Rio de Janeiro. Parece glamour demais? Olha, é muito agradável e não custa os olhos da cara. A dois, parece ser muito romântico.
Restaurante Natural - Recreio
Para quem curte uma alimentação natural.
Para facilitar, segue abaixo um link de alimentação e atrações no Rio. Vale a pena conferir e anotar alguns endereços.




























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