domingo, 17 de março de 2013

Buenos Aires


Fui conhecer Buenos Aires no final de 2012. Tive a sorte de pegar cinco dias consecutivos de sol, mas não de calor, pois ainda era primavera. Mas considero maior sorte ter marcado a data de meu retorno um dia antes de uma greve geral – meses antes do anúncio da paralisação. E na Argentina para tudo mesmo, inclusive os aeroportos. 

Falando em voar, para quem sai aqui do Rio Grande do Sul, mais precisamente do Salgado Filho, o voo dura cerca de uma hora. É importante ter o cuidado de não reservar a passagem com empresas que primeiro vão até São Paulo para só então retornar a Buenos Aires. Portanto, os gaúchos devem evitar a TAM.

Para quem está pensando em fazer desta viagem também um momento de compras no free shop, lembre-se de fazer compras ainda em Porto Alegre (após entrar na sala de embarque, onde se tem acesso ao free shop). Estas compras não incidirão na sua cota; pode confirmar com o pessoal da loja. Claro que não custa nada desembalar tudo ao chegar em Buenos Aires e acondicionar na mala. Aliás, o que aconteceu em matéria de compras por ocasião da minha viagem eu não sei se é prática vigente, mas compartilho com vocês. Pude fazer compras antes do embarque, depois no free shop de Ezeiza, já na Argentina, e outra vez no free shop de Porto Alegre. Óbvio que a cota permitida “explodiu” (credo) em cada uma das investidas, mas alerto que um banner anunciava na chegada dos passageiros aqui em Porto Alegre: “Se você fez suas compras em Buenos Aires, pode fazer também aqui em Porto Alegre.” Fui perguntar sobre a questão da cota e me informaram que não haveria problema. Não houve, mas eu aconselharia a você informar-se, ok?

Importante informação sobre os aeroportos. Verifique se a chegada do seu voo será em Ezeiza ou no Aeroparque. Qual a diferença? Cito duas básicas: para compras, o Ezeiza é imbatível, mesmo! Se você jura que não vai comprar coisa alguma no aeroporto, então o Aeroparque é uma ótima pedida, pois certamente ficará mais próximo do seu hotel, não importando em que bairro ele se localize.

Quanto aos hotéis...

Fiquei no UNO Suites. As acomodações são excelentes, ainda que não se trate de um hotel de luxo. Escolhi-o pela localização (junto ao Congresso Nacional), pelas recomendações no Trip Advisor, em função da diária compatível com meu orçamento para a viagem, etc. Os quartos são grandes, o hotel é bem silencioso, tem tv por assinatura, um chuveiro magnífico, bom café da manhã e, muito importante, fica a poucos passos de uma estação de metrô. E se você viajar sem notebook, tablet ou smartphone, o computador no restaurante pode ser utilizado para contar a todos o dia a dia de seu passeio. Dica: chegue cedo ao café da manhã, pois o hotel tem mais hóspedes do que o restaurante comporta. A chegada tarde o fará esperar por uma mesa (único ponto negativo do hotel).




Sobre restaurantes...

A cidade oferece de tudo e para todos. Na primeira noite eu optei por um lugar próximo ao hotel, que infelizmente não guardei o nome. Uma pena, pois gostaria de dizer para todos correrem para o lado oposto, dado que os preços são caros (demais) e o que é servido qualquer um faz por menos habilidade que tenha na cozinha.

Contrariando tudo o que li, o lugar no qual comi por menos (e melhor) foi o bairro de Puerto Madero. Excelente escolha para ir à noite ou durante o dia, Puerto Madero revelou-se um paraíso para fotos, alimentação e caminhadas. Percebi que os garçons esperam que a gente considere agraciá-los com cerca de 10%, pelo qual agradecerão.

Em uma dessas caminhadas, não deixe de saborear um sorvete Freddo (eu achava o Haagen Dazs o melhor até conhecer o Freddo), ali mesmo no Puerto Madero. Se for inverno, prove igual.

Sobre a moeda...

Optei por comprar Pesos aqui mesmo no Brasil. Cada site diz uma coisa e todos afirmam ter razão. Se sua opção for comprar Pesos na Argentina, procure os bancos locais, jamais optando por comprar de gente que oferece nas ruas. Depois percebi que comprar em um banco oficial argentino garantirá que você irá pagar cerca de 20% menos pela moeda do que comprando aqui, em função das taxas aqui cobradas. Pode-se trocar Reais no Banco de La Nación; tem agência na área de desembarque do Aeroporto Ezeiza. Muitos lugares aceitam o REAL para pagamentos, mas o troco será em Pesos.

Relação brasileiros X argentinos...

Em todos os lugares nos quais estive, sem exceção, fui muito bem recebido e tratado com cordialidade. Como o REAL é uma moeda desejada na Argentina, os lojistas portenhos tratam os brasileiros de forma que eles gastem em suas lojas. Há ainda aqueles que expressam abertamente sua simpatia, afixando bandeiras brasileiras na entrada da loja ou procurando falar algumas palavras em português, como um “obrigado”, por exemplo.

Diferenças culturais...

O beijo no rosto entre homens será, talvez, a primeira manifestação de uma outra cultura diante de você. Os argentinos parecem briguentos, pois gesticulam muito e falam um volume acima dos brasileiros. Vi algumas cenas no trânsito, de motoristas discutindo, dizendo “maravilhas” com a metade do corpo pra fora do carro aos gritos, fazendo com que a gente pense que eles vão se matar.
Os hermanos são defensores ferrenhos do seu País (um exemplo a seguir) e, portanto, nada de fazer comentários deselegantes sobre qualquer assunto referente ao governo, estabilidade (ou instabilidade) econômica, entre outros. Aliás, isso é uma regra que vale para todo o turista em qualquer lugar do mundo. 

Andar de metrô, taxi, a pé...

Fiz a maior parte dos passeios de metrô e caminhando muito. Taxi só utilizei aqueles chamados pelo próprio hotel, pois alguns motoristas costumam dar um golpe que consiste em pegar sua nota de Peso (uma de valor alto) e devolvê-la dizendo que não tem troco; onde está o golpe? Te devolvem uma nota falsa. Para não correr tal risco, optei pelo metrô. Basta comprar quantos bilhetes desejar antes das catracas (roletas) e seguir viagem.

Nem todos os bairros são atendidos pelas linhas. A Recoleta, por exemplo, está totalmente descoberta deste serviço. A solução é estar atento às linhas e escolher aquela cujas estações passam mais próximas, descer e caminhar, caminhar, caminhar. Aliás, esta é uma das melhores formas de conhecer uma cidade.

Lugares imperdíveis...

Cada um tem sua própria lista de indicações a partir do seu gosto pessoal. Jamais vou poder sugerir aonde ir para dançar em qualquer viagem que eu faça, pois este não é meu forte. Em suma, minhas indicações são parques, museus, restaurantes, entre outras.

A Avenida 9 de Julio (sem LH mesmo), recebeu este nome em homenagem à Declaração da Independência da Argentina em 9 de Julho de 1816.  Considerada a avenida mais larga do mundo.


O Congreso (com um S apenas) Nacional


O Congreso visto da praça em frente.



A Catedral de Buenos Aires é linda. Mas não faça como eu: procurando a Catedral, passei pela frente uma duas vezes sem encontrá-la. Na verdade, eu já a havia encontrado, mas não conseguia identificá-la. Quem pensaria que este prédio, a lembrar um forum ou algo assim, seria a entrada de um templo religioso?


Plaza de Mayo com a Casa Rosada ao fundo.


O Obelisco, bem no centro da Avenida 9 de Julio. Foi erguido na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de julho, em comemoração ao quarto centenário da fundação de Buenos Aires.

Jardim Botânico - No bairro de Palermo, junto ao Jardim Zoológico
Conheça virtualmente o Jardín Botánico antes da sua viagem clicando aqui
Para chegar - Linha de metro D: Estação Plaza Italia.

Mais um detalhe do Jardim Botânico: Jardim Oriental

O planetário Galileo Galilei - situado nos Bosques de Palermo - tem um excelente site para que você possa organizar sua visita.

 Rosedal: o nome não deixa dúvidas - estamos adentrando em uma área verde na qual florecem 12.000 exemplares de rosas. Fica próximo (do lado esquerdo) ao Planetário e é um passeio imperdível.

Clique aqui para visitar o site do Rosedal.







Jardim Japonês: um lugar tranquilo, lindo, ideal para caminhar sem pressa, para contemplação,...
Site do Jardín Japonés
Para chegar - Linha de metro D: Estação Scalabrini Ortiz (caminhe 8 quarteirões)




Em frente ao restaurante do Jardim tem vários bonsais.

Meu guia eletrônico: mapa, GPS, localização das estações de metrô, sugestões de atrações próximas, etc.

Sugestão: almoçe no restaurante do Jardim. Lugar magnífico, servem de maneira impecável. 



Jardim Zoológico: esqueça os zoológicos que cheiram mal, nos quais os animais estão visivelmente deprimidos, tratados com descaso, sem o respeito merecido. Não sou adepto de zoológicos, por todas as questões de retirada dos animais de seu habitat natural, entre outras. Mas este Zoo me surpreendeu em vários aspectos. Faça também uma visita ao belo site clicando aqui.










Interior da Catedral de Buenos Aires





Puerto Madero: um bairro nobre, centro financeiro e gastronômico da cidade.


Amplas calçadas para caminhar, sem um único pedacinho de papel fora das lixeiras.

Ponte da Mulher - quem vê um show de tango irá perceber porque recebeu este nome, posto que lembra o corpo feminino curvado para trás durante a dança.

Sorvete Freddo: não deixe, em hipótese alguma, de provar.

Puerto Madero à noite: fica ainda mais bonito.








Galerias Pacífico: imensa, linda, CARA, elegante. Não deixe de conhecer.
Fica na Florida e Córdoba.
O site deste belo shopping dá uma ideia do que te espera; clique aqui.

Como fui próximo ao Natal, esta árvore com leds azuis encantava a todos.
Obs.: sim, sou eu em frente à árvore!

Livraria El Ateneo: considerada a segunda mais linda do mundo pelo jornal The Guardian (a primeira está na Holanda). El Ateneo fica na Avenida Santa Fé, 1860. Tem uma outra próxima ao Congreso, mas não se trata desta da foto.


A Livraria foi um teatro, por isso o palco, no qual hoje funciona um café. 




 Cemitério Recoleta

Não deixe de visitar o Cemitério. O que mais surpreende além de tal dica é que no Cemitério existem visitas guiadas, a fim de que o turista não deixe de conhecer a história do local. 

Linhas de ônibus: , 17, 61, 62, 67, 92, 93, 10, 37, 38, 41, 59, 60, 95, 101, 102, 108, 118, 124, 130.
Caminhando: da Praça San Martín e Rua Florida, enfrente 10 quarteirões pela Avenida del Libertador.

Se você estiver na Livraria citada acima, então estará bem próximo.



Avenida Presidente Figueroa Alcorta 
Bairro Recoleta: a esquerda da imagem fica o Museu Nacional de Belas Artes Artes e à direita a Faculdade de Direito. Trata-se do bairro mais elegante da cidade, segundo os argentinos.



Os jacarandás estão por toda a cidade, mas aqui na Recoleta são onipresentes.

Floraris Genérica: flor de metal, a qual se fecha ao anoitecer.


Almoço no restaurante junto ao Museu de Belas Artes: bom preço, refeições bem servidas, atendimento excelente, com mesas ao ar livre e no interior do restaurante.

Frente do Museu Nacional de Belas Artes


Em frente ao Museu tem uma praça. Do outro lado da praça fica o Hard Rock Cafe.



Feira ao ar livre na Recoleta.



Banco de La Nacion ao lado da Casa Rosada, todo em azul com a chegada da noite.


A Casa Rosada, assim que anoitece, evidencia ainda mais a sua cor característica.




Entrada da estação de metrô Plaza de Mayo. 
Em Buenos Aires chama-se Subte, então não adianta perguntar pelo "metrô".

Não espere vagões novos. Andar de metrô é ser transportado para décadas atrás, mas com a malandragem de hoje. Portanto, bastante cuidado com os pertences.

O metrô vazio?
Era domingo à noite. Experimente pegar este mesmo trem na manhã de qualquer dia de trabalho.
Ou melhor, só passe por isso se necessário.

Estação de metrô.



Mesquita de Palermo: maior templo muçulmano na Argentina.


Casas coloridas em La Boca. 


Torre Monumental

Café com doce de leite no Starbucks: uma delícia

Quem já esteve em uma Starbucks sabe que eles sempre escrevem nosso nome nos copos de café. Tornei-me Pablo em Buenos Aires, ainda que eu dissesse Paulo (risos).

Interior da Starbucks próxima do Congreso.


Entardecer visto do topo do Hotel Uno.



Visitei outros lugares na cidade, mas estes são os que eu destacaria em meu roteiro pessoal.
Além dos sites que destaquei nesta postagem, considere procurar outros para dicas via Google.
Boa viagem!


5 comentários:

  1. Amigo, muito legal seu blog e seu post sobre Buenos Aires! Vários dos lugares que você mencionou tive a oportunidade de conhecer e, em razão disso, posso afirmar que seus registros fotográficos ficaram ótimos! E as dicas também são muito boas. Adorei.

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    1. Caro Du, muito obrigado pelas palavras de apreço ao blog. Ele está bem simples e sigo adicionando conteúdo sempre que o tempo me permite.

      Buenos Aires é uma excelente escolha de viagem, não é mesmo? Valeu pelo comentário sobre as fotos.

      Um abraço. Volte sempre.

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  2. Amiiigoooo! Encantador.. Tua descrição e os lugares.. Aiiii.. Estou tão ansiosa... Estou fazendo uma programação de tudo, desde já... Mas, claro, que faremos um Happy Hour para mostrar-te tudo e ver se meu amigo viajado aprova! kkkk.. O que preciso, urgente, é comprar uma câmera nova.. Affffff... Mas, sobre isso também te pedirei dicas! kkkkk Amuuuu muito tudo isso! Bjkinhas!

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  3. Ah!!!! Me esqueci de comentar... Beijos entre homens, no rosto, é muito comum no Uruguay também.. Minha terrinha (Já te falei que nasci lá? ).. E, antes de irmos rumo a Buenos Aires, vamos parar em Montevideo! Ueba! Conheces Montevideo e Punta de Leste? Se não, tens que ir! Lindas paisagens para fotos, meu amigo poeta das imagens! kkkkk Besos!

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    1. Querida Adri. Obrigado pelas palavras carinhosas. Sempre uma querida!!! Eu tenho que conhecer o Uruguay. Tu sabes que estava tudo certo no ano passado mas que precisei cancelar para pagar o tratamento de um cachorrinho que iam sacrificar. Até hoje o vejo todos os dias. E o Uruguay continua lá, me esperando. Quando eu decidir ir te pedirei dicas, com certeza. Câmera fotográfica? Vamos conversar a respeito sim. Bjos

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